Oh...que mundo ignóbil,
Oh...que sociedade putrefacta,
Vós que lamentais vossa triste fortuna,
Mas que sois cordeirinhos
E nada fazeis para alterá-la!!!
De tudo esta empresa se reveste para o sucesso,
Então porque não alcança-lo??
Fui "esmagado" pela inércia reinante
E de forças não me revesti contra...
Cernes existenciais se apoderaram,
Grupo aparentemente unido
Depressa se fissorou
Como castelos de areia se tratasse..
Lá fora, tudo na mesma!
Na mesma apatia, na mesma melancolia.
O desdém é o mais fácil,
A compreensão nula.
Velhos nobres revestidos
De falsas aparências
Procuram o que não têm,
Mantendo a insensatez geral!
E nós??Vamos atrás???
Desengane-se quem ao contrário pensa..
Porque nada se faz, nada se realiza,
Apenas se vocifera...
Ninguém respeita
Ninguém crê
Ninguém confia
Ninguém expande.
A exaltação exuberante
Da imbecilidade e da inércia
Que progressivamente exoneraram
Toda a réstia de esperança.
"A certeza deste rebaixamento
Invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte: o país está perdido!"
(Eça de Queiróz, As Farpas)
E nada, nada fazemos contra,
Deixando perecer tão transcendental sonho...
sábado, 7 de agosto de 2010
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